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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Redução de IPI para veículos, linha branca e material de construção foi prorrogada pelo governo

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Redução de IPI é prorrogada pelo governo
Imagem: carrobonito
As medidas farão o governo deixar de arrecadar R$ 1,6 bilhão em 2012 e R$ 3,9 bilhões em 2013. Os eletrodomésticos da linha branca (fogões, geladeiras, tanquinhos e máquinas de lavar) e móveis, painéis e luminárias continuarão com alíquotas reduzidas até 31 de dezembro. A desoneração da linha branca também acabaria na sexta-feira, e o benefício para os móveis vigoraria até 30 de setembro.

Com impostos reduzidos há três anos, os materiais de construção terão o benefício prorrogado por mais 12 meses, até dezembro de 2013. O governo incluiu ainda quatro tipos de materiais na lista de produtos com IPI menor: pisos laminados, pisos de madeira sólida, piso vinílico e drywall (placas de gesso instaladas em paredes).

O governo prorrogou ainda em um ano a alíquota zero para sete tipos de bens de capital (máquinas e equipamentos usados para produção). O benefício foi estendido até 31 de dezembro de 2013, uma renúncia estimada de R$ 1,1 bilhão no próximo ano.

De acordo com Mantega, as prorrogações foram necessárias para estimular o consumo num momento em que a economia ainda está se recuperando da desaceleração do início do ano. Segundo ele, em diversos casos, como nos do material de construção e de móveis, os consumidores costumam planejar as compras com meses de antecedência, por isso, o governo decidiu estender a desoneração para permitir a recuperação das vendas antes do fim do ano.
“Quem precisa fazer obras em casa não faz compra imediata. Às vezes, leva de oito a dez meses para gastar. O privilégio vai ser mantido para dar tempo de todo mundo fazer a reforma”, destacou.

Em relação à renovação do IPI reduzido para os veículos, o ministro disse que a prorrogação foi de apenas dois meses porque a reação do setor automobilístico foi mais rápida às medidas de estímulo. Ele citou dados da Associação Nacional dos Fabricantes dos Veículos Automotores (Anfavea), que apontam alta de 33,4% na média diária de vendas desde maio, quando o imposto foi reduzido.

A maior renúncia fiscal será provocada pelas desonerações de materiais de construção. A prorrogação custará R$ 1,8 bilhão em 2013. A inclusão dos novos itens provocará perda de arrecadação de R$ 84,2 milhões em 2012 e de R$ 375 milhões em 2013.
A extensão do IPI reduzido para os veículos terá custo adicional de R$ 800 milhões. Para os móveis e laminados, a renúncia corresponderá a R$ 371 milhões. Com o benefício para as luminárias, o governo deixará de arrecadar R$ 22 milhões. A desoneração para a linha branca custará R$ 361 milhões.

Montadoras se comprometem a manter empregos e repassar redução de IPI para o consumidor
A redução tributária na venda de veículos deu impulso forte ao setor, que atualmente vende 16,6 mil carros por dia, em média, de acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Esses números animaram o governo a manter a desoneração do setor por mais dois meses, uma vez que a indústria automobilística se compromete a manter o nível de empregos e a repassar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o consumidor.


Segundo Mantega, o governo acompanha com atenção os preços de mercado, nos casos de produtos que gozam algum tipo de subsídio fiscal, e “pudemos observar”, disse ele, que nos últimos seis meses os preços dos automóveis estão em média 4,5% mais baratos. Isso não condiz, porém, com os preços internacionais, que são bem mais baratos, mas o ministro ressaltou que o governo continuará a adotar medidas para a redução de custos e espera que “um dia os brasileiros tenham oportunidade de pagar aqui preços equivalentes aos cobrados lá fora”.

Além do benefício para o setor automotivo, o ministro anunciou desoneração também para os produtos da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar), móveis, bens de capital (máquinas, equipamentos, caminhões e implementos agrícolas), material de construção e depreciação acelerada dos bens de capital usados. No todo, a equipe econômica estima renúncia fiscal de R$ 1,2 bilhão neste ano e de R$ 3,9 bilhões no ano que vem, uma vez que os subsídios para bens de capital e material de construção valem até 31 de dezembro de 2013.

Em resposta à cobrança de medidas adicionais para diminuir os efeitos da "guerra comercial" com o mercado externo, Mantega lembrou que os carros de fabricação estrangeira já pagam 30% de Imposto de Importação e o governo continua adotando medidas para reduzir os custos de produção e tornar os preços dos produtos brasileiros mais competitivos. Ele destacou, contudo, que o problema comercial é derivado da crise internacional e quem tem mercado, como o Brasil, sofre assédio dos outros mercados. "É uma guerra pesada, mas vamos melhorar", disse.
Com informações da AGBR para o site Redecol Brasil

Categorias: Atualidades


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