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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Uma caixa de computador contendo R$ 500 mil foi entregue a um assessor especial do governador de Goiás, Marconi Perillo, dentro do Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano

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Marconi no caso Cachoeira, inocente ou culpado?
Uma caixa de computador contendo R$ 500 mil foi entregue a um assessor especial do governador de Goiás, Marconi Perillo, dentro do Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano. A informação foi dada hoje (10/05) pelo delegado da Polícia Federal Matheus Mela Rodrigues, aos membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, segundo o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

“Nas escutas houve uma remessa de uma caixa de computador com R$ 500 mil para dentro do Palácio, recebida por assessor especial para assuntos sociais do governador”, contou o deputado ao sair do depoimento que já dura mais de oito horas.

Ainda de acordo com Paulo Teixeira, o delegado Rodrigues deu detalhes sobre a venda da casa do governador para o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Segundo o deputado, a casa foi vendida ao sobrinho de Cachoeira, Leonardo de Almeida Ramos, que pagou com dois cheques de R$ 400 mil cada e mais um de R$ 600 mil.

A casa é a mesma em que o empresário, acusado de comandar quadrilha que explorava jogos ilegais em Goiás, foi preso no último dia 29 de fevereiro, quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo da Polícia Federal. A informação sobre a venda da casa é confirmada também pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que acompanhou a sessão da CPMI.

“Até onde eu estive presente, a informação dá conta que a casa em que Carlos Cachoeira foi preso pertencia anteriormente a Marconi Perillo. Logo, foi uma casa vendida por Marconi Perillo a Carlos Cachoeira”, disse o senador. Randolfe também confirmou que a relação de Perillo com Cachoeira era “muito próxima”, de acordo com o depoimento do delegado.

Segundo o senador, o inquérito da Operação Monte Carlo flagrou mais de 200 citações do nome do governador nas gravações telefônicas da quadrilha interceptadas pela Polícia Federal.
Além disso, a PF gravou diálogos do próprio governador com Cachoeira e identificou dois encontros entre eles, inclusive um em um jantar na casa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Torres está respondendo a processo no Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro parlamentar em função das suas relações com Cachoeira.

A Operação Monte Carlo, associada à Operação Vegas, vem embasando as investigações da CPMI. Entre as denúncias apuradas pelos dois inquéritos estão a de que Cachoeira atuava também como sócio da construtora Delta e agia para fraudar licitações públicas garantindo contratos para a companhia. O empresário também é acusado de corromper diversos agentes públicos e de utilizar a influência do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para conseguir vantagens com outras autoridades.

No depoimento, o delegado também detalhou depósitos da construtora Delta para três empresas "laranjas" pertencentes a Carlinhos Cachoeira. Uma dessas empresas, de acordo com o senador Randolfe Rodrigues, teria sede na ilha de Curaçao, um paraíso fiscal do Caribe.

Marconi Perillo diz que gravações telefônicas não o incriminam
O governador de Goiás, Marconi Perillo, disse hoje (10/05), por meio de nota, que as menções ao seu nome em gravações telefônicas, interceptadas pela Polícia Federal (PF), não podem servir de base para conclusões precipitadas de conspiração com as pessoas investigadas na Operação Monte Carlo.

O delegado da PF, Matheus Mela Rodrigues, foi ouvido hoje na comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investiga o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar uma rede de exploração de jogos ilegais. Os detalhes apresentados pelo delegado também indicam loteamento de órgãos públicos e "participação direta" da organização criminosa no governo de Goiás.

De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o delegado informou que o nome de Perillo foi citado mais de 200 vezes nas gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal, além de ligações do próprio governador com Cachoeira, preso desde fevereiro desse ano, quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada.

Perillo reafirmou que jamais admitiu ou permitiu qualquer tentativa de influência dos investigados em seu governo. Segundo o governador, o depoimento de hoje não traz nenhum fato novo. Ele disse ainda que já havia informado às autoridades necessárias sobre o contato telefônico no aniversário de Cachoeira, além dos dois encontros em ocasiões sociais e uma audiência no Palácio das Esmeraldas.

“Mesmo assim, tomei todas as medidas necessárias para coibir quaisquer tentativas nesse sentido, afastando auxiliares e servidores citados ou envolvidos nas investigações e determinando a auditagem dos contratos firmados entre a administração estadual e o Grupo Delta”, diz a nota.
Com informações da Agência Brasil para o site Redecol Brasil


Categorias: Política


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