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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Grupo de Carlinhos Cachoeira movimentou mais de R$ 400 milhões no Entorno de Brasília

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Região do Entorno de Brasília
Segundo investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, a quadrilha comandada por Carlos Augusto Cachoeira, o Carlinhos Cachoeira, arrecadou por meio de esquemas ilícitos mais de R$ 400 milhões em apenas seis anos na Região do Entorno de Brasília. O grupo, que contava com a participação de servidores públicos, políticos e policiais, é acusado de exploração de jogos de azar, corrupção, lavagem de dinheiro e contrabando.

O grupo comandado por Cachoeira atuava num raio de até 200 quilômetros de Brasília, na Região do Entorno, servidores públicos e policiais eram aliciados por meio de propina a atuarem como "soldados" da máfia dos caça-níqueis. Segundo o Jornal Estadão, planilhas de contabilidade apreendidas pela Polícia Federal, mostram que somente no Entorno de Brasília as casas de bingo rendiam à Carlinhos Cachoeira até R$ 346 mil mensais.

Os cassinos de Valparaíso (GO), segundo as investigações, eram os mais rentáveis. Na cidade, o grupo contava inclusive com o apoio de um funcionário no Fórum. Em Águas Lindas de Goiás, o sistema via web do bando registrou lucro bruto de R$ 86,6 mil no mês de fevereiro. A PF teve acesso aos dados depois de grampear integrantes do grupo e conseguir a senha do site.

Pagamento de propina nas cidades do Entorno
Uma parte dos lucros obtidos pelo grupo de Cachoeira era destinada ao pagamento de propinas (chamada por eles de “assistência social”) e para o reparo das máquinas caça-níqueis.

Águas Lindas de Goiás
De acordo com as planilhas do grupo criminoso, em julho de 2011, o grupo reservou R$ 12,6 para o pagamento de propinas e manutenção dos caça-níqueis na cidade.

Cristalina
Em Cristalina o grupo comandado por Cachoeira destinava mensalmente entre R$ 1 mil e R$ 2 mil para o pagamento de propinas.

Santo Antônio do Descoberto
Eram destinados entre R$ 1mil e R$ 2mil para o pagamento de propinas em Santo Antônio do Descoberto.

Os pagamentos variavam segundo a hierarquia do "soldado"
"Apenas a título de exemplo, policiais militares de baixa patente recebem em média R$ 200,00 por dia trabalhado na segurança/ronda de cassino, ou trabalham dentro das casas, à paisana ou realizando ronda velada ou usando a própria viatura da policial militar.

Os oficiais PMs recebem propinas rotineiras, cujo valor varia de acordo com sua posição hierárquica dentro da instituição e a função desempenhada, seja política, junto ao comando geral em Goiânia, seja nos comandos regionais", destaca o inquérito. O negócio de Cachoeira era mantido às custas do vício de jogadores e de adulterações nas máquinas para que elas gerassem mais lucro.

Com informações do Jornal Estadão e edição: Redecol Brasil

Categorias: Política


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