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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cristalina e mais 5 municípios são responsáveis por mais da metade dos empregos formais gerados em Goiás em 2011

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Seis cidades se destacaram em 2011 na criação de postos de trabalho. Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Goianésia, Cristalina e Rio Verde têm, juntas, mais da metade dos empregos formais criados de janeiro a maio deste ano. Foram cerca de 34,2 mil vagas disponíveis durante o período, das quais 80% se concentraram nas áreas de serviços, indústria de transformação e construção civil.

Goiás foi o sexto Estado na geração de empregos em maio e teve, nos cinco primeiros meses deste ano, um saldo positivo de aproximadamente 65,7 mil postos com carteira assinada, entre contratações e desligamentos. Entretanto, quem busca vaga de trabalho ou recolocação no mercado deve ficar atento aos municípios que mais geram oportunidades e em que áreas elas estão concentradas.

Por ter a maior população, consequentemente a capital goiana é a maior geradora de empregos no Estado. Nela, o setor de serviços é, de longe, o de maior demanda, com mais de 12 mil postos criados nos cinco primeiros meses do ano. A área tecnológica é uma das que mais sofrem com a falta de mão-de-obra especializada, afirma o diretor da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg), Rubens Fileti.

Segundo ele, para tentar driblar a situação, as empresas acabam buscando profissionais fora do Estado ou investindo na formação de empregados, o que exige tempo e despesas por parte dos empregadores. Por conta disso, os salários nesta área estão em alta. Contudo, Fileti ressalta que as oportunidades são maiores para quem tem especialização em determinados segmentos.

"Não olhamos apenas para a parte técnica. Pelo contrário, buscamos especialistas. Nesse sentido, os cursos tecnólogos são uma boa opção, porque formam mão de obra especializada em curto tempo", orienta.

Outro setor em alta é o da construção civil. O boom de lançamentos imobiliários, o crescente desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida, as obras ligadas à Copa de 2014, às Olimpíadas de 2016 e ao setor público têm gerado uma demanda de trabalhadores superior àquela que o mercado dispõe. Faltam desde pedreiros e mestres de obras até engenheiros.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e Mobiliário de Goiânia (Sintracon-Goiânia), Patrocínio Braz Concentino, diz que o cenário tem sido bom para a valorização dos profissionais da área. "Este ano, conseguimos um aumento médio de 10% nos pisos salariais, o que representa uma vitória para a categoria."

Qualificação permanente

Por outro lado, Patrocínio diz que, mesmo os trabalhadores que já estão empregados, precisam ficar atentos à necessidade de capacitação e atualização continuada, para que possam acompanhar a dinâmica do mercado, diante de novos materiais e tecnologias. Na área de construção civil, os cursos mais procurados no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) são o de técnico em manutenção de máquinas pesadas e o de edificações.

As indústrias químicas, de produtos farmacêuticos, veterinários, alimentícios e de bebidas são as que mais empregaram entre janeiro e maio. Não é por acaso que os cursos de técnico em alimentos e técnico em química foram os que mais formaram profissionais no Sesi.

Segundo o diretor de Educação Tecnológica do Sesi/Senai, Manoel Pereira da Costa, além desses, também estão em alta os cursos ligados à área de tecnologia (técnico em mecatrônica e manutenção em mecânica), à mineração, ao setor sucroalcooleiro e à logística (como mecânica básica e manutenção mecânica). Ele explica que todos os cursos são voltados para profissionais que já tenham concluído o ensino médio.
Fonte: Jornal O Popular de Goiânia

Categorias: industria


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