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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Governo de Goiás teme que Hidrelétricas prejudiquem irrigação de Cristalina

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Governo goiano teme que hidrelétricas outorgadas pela Agência Nacional de Águas – ANA no Rio São Marcos, município de Cristalina, comprometa a oferta de água para a agricultura irrigada no município, já que, a maior parte da água utilizada nos pivôs de Cristalina são oriundas do rio, com o represamento de suas águas pelas usinas hidrelétricas Batalha, entre Cristalina e Paracatu e Queimado, entre Cristalina e Unaí, sua vasão vai diminuir, o que pode ocasionar problemas de abastecimento de água nos reservatórios que alimentam os pivôs.

De acordo com o superintendente de Recursos Hídricos da Semarh, Augusto Almeida – que esteve reunido nesta quinta-feira, em Brasília, com o superintendente de Regulação da ANA, Francisco Viana – a ação do governo estadual deve garantir que a vazão outorgada às usinas instaladas na região da bacia hidrográfica do Rio São Marcos seja diminuída a fim de aumentar o potencial de crescimento da área irrigada. “Para se ter uma ideia, apenas naquela região de Cristalina e entorno, são mais de 60 mil hectares de áreas irrigadas, com potencial de crescimento”, informou.

Além da decisão imediata de diminuir a vazão de água destinada às usinas, Augusto disse ainda que a parceria entre Semarh, ANA e Seagro pretende viabilizar a adoção de novas tecnologias de irrigação por parte dos produtores. “Atualmente, essas áreas são 100% irrigadas com pivôs. Após um diagnóstico, queremos traçar estratégias de ação para que os produtores adotem sistemas mais modernos, com melhor aproveitamento de água, como a microaspersão e o gotejamento”, explicou.

Augusto reforçou que a reunião com a ANA foi fundamental para, além de retomar o diálogo entre o Estado e o órgão federal, integrar futuras ações do governo federal que repercutam diretamente em Goiás – como está sendo o caso das outorgas das usinas no Rio São Marcos, cujas águas dividem dois estados (Goiás e Minas Gerais) e são regidas pela União. Segundo ele, este tipo de ação, destituída de uma integração e de um planejamento anterior entre governos, não pode acontecer mais, especialmente na área ambiental.
Foto: Imagem de Satélite do Google Maps.

Categorias: Atualidades


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